A cada vez que olho para trás...
Mistura de Luz e Trevas
Tantas vidas cheias de luz
Um breu circundante nesta
Eu posso até me conformar, será?
Mas nunca aceitar, nunca compreender
Por que Deus, não posso mais?
Sou tão fraca e minúscula e ele...
tão grande e forte como jamais um dia serei
Seu nome é poder
Sou um pequeno grão, resíduo...
Ele é grande como o mar, divino seja.
Abençoado és. Entre tanto divinos deuses, nenhum deles
tem seu brilho, nenhum deles pode ser tão onipotente
Fonte de alegria, de calmaria... aconchegante
Turbilhão apaixonante
Posso te admirar ao longe
por não saber nadar... vontade de me afogar
A morte não é nada, comparada com a dor do não
Gostaria de dormir ao relento, contanto que fosse à beira deste seu império
Escutar lhe logo ao acordar, ter te a acariciar minhas pernas e deixá-las húmidas
beijando minha pele. Quem sabe eu pararia de me sentir tão insignificante.
Senhor da Luz, agora reina sobre a maré,
dono de tudo que estão abaixo de ti
Deus de toda a beleza exibida em sua superfície
Reine em mim... me leve para baixo de ti!
Lembre-se de mim quando olhar para o mar...